Surgido no mesmo caldeirão cultural que deu origem a Engenheiros do Hawaii, Os Replicantes e TNT, o Defalla sempre esteve na contramão. Enquanto o rock gaúcho dos anos 1980 ganhava projeção com letras introspectivas e arranjos bem estruturados, Edu K e sua trupe apostavam no caos, misturando rock, funk e eletrônica sem amarras.
Agora, quatro décadas depois, o vocalista da lendária banda se une ao grupo carioca 808 Punks para uma turnê que promete energia máxima e transgressão sonora. As datas estão marcadas para a primeira quinzena de abril e os primeiros shows acontecerão nos dias 5 de abril (La Esquina – RJ) e 12 de abril (La Iglesia – SP). Mais datas em breve.
“Conheço o André há muitos anos. Ele é um dos caras mais malucos do Rio! [risos]. É um prazer tocar com eles, curto muito esse estilo de pancadão com metal. É uma veia que sempre estive metido – misturar eletrônico com rock. Tenho uma história de amor com o Rio, com a Lapa, Circo Voador etc. Me sinto em casa e será ótimo tocar com eles nesses shows. Vamos botar o pancadão para a galera rebolar”, diz Edu K.
O encontro traz uma fusão de rock, funk, eletrônico e música periférica brasileira, resultando em um espetáculo para bater cabeça e rebolar. “Esse show é um manifesto sonoro”, diz André Paumgartten, fundador do 808 Punks. “A gente pega toda a subversão do DeFalla e mistura com o peso e a pulsação eletrônica do 808. Não tem fórmula, não tem regra, só tem intensidade e freak jazz”.
Edu K, pioneiro na incorporação de elementos eletrônicos no rock nacional, influenciou bandas como Planet Hemp, Raimundos, Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S.A. Agora, ao lado do 808 Punks – grupo formado por músicos vindos de bandas como Planet Hemp, Dorsal Atlântica e Seletores de Frequência –, ele entrega um show 100% orgânico.
“O que a gente faz no palco é puro caos organizado”, afirma Paumgartten. “É como se uma rave punk encontrasse um show de rock pesado no meio de um protesto. Como se o Motorhead tivesse sido criado num baile da Mangueira ou se o Ice-T resolvesse chamar uma galera de Realengo para montar o Body Count enquanto via um show do Prodigy no carnaval”
Com um repertório que mescla clássicos do DeFalla e composições inéditas do 808 Punks , a turnê promete reviver a rebeldia dos anos 1980, agora adaptada para um novo cenário sonoro.
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