Pode soar redundante dizer que esse é o melhor álbum do Arch Enemy com a vocalista Alissa White-Gluz, mas a verdade é que a cada lançamento é necessário dizer isso. “Blood Dynasty” chega nesse dia 28 de março mostrando que a banda ainda tem muita lenha pra queimar, com uma roupagem que vai se atualizando a cada álbum, sem perder sua essência e fazendo crescer seu legado dentro da cena. Vamos conferir esse novo petardo!
Lembrando que esse é Este é o 12º álbum dos suecos e marca a estreia do novo guitarrista Joey Concepcion, que trouxe uma nova energia e estilo ao som da banda. Cada vez mais o Arch Enemy tem a cara de Alissa, pois esse já é o quarto lançamento com a vocalista canadense. Suas influências estão cada vez mais notáveis, principalmente com a liberdade de explorar novos horizontes com vocais limpos e composições mais suaves.
A agressividade aliada a momentos melódicos é a marca registrada da banda e “Dream Stealer” dá o pontapé inicial da audição com uma bela representação do que esperar durante a audição. Diminuindo a marcha chega “Illuminate the Path“, com uma roupagem mais contida, com uma ênfase no trabalho dos pedais duplos. Apresenta um ritmo mais marcante e com momentos mais melódicos, com os vocais limpos marcando presença pela primeira vez no refrão, que é bem marcante. Com bastante progressão, chega “March of the Miscreants“, com o mais puro Death Metal, com um riff bem pesado que vai evoluindo. Uma faixa com a cara da banda na qual Alissa dá um show em suas variações de gutural.
“Million Suns” podemos considerar uma faixa padrão da banda, com o refrão tendo sua base melódica com os guturais se destacando, o destaque fica para a os solos de guitarra, que chamam mais atenção do que o restante da faixa em si. “Don’t Look Down” mantém o padrão, com um pouco mais de tensão na composição, Com um riff mais voltado ao Thrash e andamento mais acelerado, empolga mais que a anterior. Após um breve interlúdio chamado “Pressage” chega a faixa-título, a qual tem uma linha mais melódica e com andamento progressivo, sempre se moldando em riffs mais cadenciados e melódicos. “Paper Tiger” é outra que mantém o padrão da banda, com um refrão mais voltado ao melódico, conta com riffs mais cavalgados, lembrando até alguma coisa do NWOBHM.
Uma balada, isso mesmo, uma balada está presente aqui, ela se chama “Vivre Libre” e é cantada magnificamente em francês. Essa com certeza é uma das faixas mais ambiciosas do Arch Enemy e também uma das melhores performances vocais de Alissa, que predomina com sua voz limpa, usando os guturais e drives em momentos pontuais. Na reta final do álbum temos “The Pendulum“, quem tem uma precisão incrível da bateria, uma sincronia perfeita com os riffs, com um coro deixando a harmonia bem tensa. Seu refrão seria um Power Metal se não fosse cantado com gutural. Ótima faixa que nos encaminha para a derradeira “Liars & Thieves“”, que tem uma alta energia e uma atmosfera que deve funcionar bem nos shows. Aborda a ideia de “fogo amigo”, onde a verdade é vista como um ladrão e a fé como uma mentira. Essa temática sugere que, muitas vezes, as coisas em que confiamos podem ser enganosas, refletindo uma luta interna e a busca pela verdade. Os vocais limpos aparecem mais uma vez e dão um charme a mais para o final do álbum, encerrando em grande estilo.
Com uma produção limpa e muito bem mixado, o álbum entrega uma audição satisfatória e divertida. Não consigo pontuar nenhum destaque negativo do álbum. É daqueles que você escuta do início ao fim sem pular faixas e logo quando acaba já quer dar o Play novamente. Enfim, “Blood Dynasty” é um álbum que promete agradar tanto os fãs antigos quanto novos, mantendo a tradição do Arch Enemy enquanto explora novas sonoridades. Se você é fã de Metal de verdade, definitivamente vale a pena conferir!
Tracklist:
01. Dream Stealer (4:29)
02. Illuminate the Path (4:48)
03. March of the Miscreants (4:49)
04. A Million Suns (3:45)
05. Don’t Look Down (4:07)
06. Presage (0:47)
07. Blood Dynasty (3:51)
08. Paper Tiger (3:56)
09. Vivre Libre (4:07)
10. The Pendulum (3:42)
11. Liars & Thieves (4:20)