Depois de doze anos, o Endrah voltou a lançar um novo álbum. “Bloodshed and Violence” é o terceiro álbum da banda paulistana, que já teve no seu lineup, gente como o baterista Fernando Schaefer (ex-Korzus e Rodox) e Billy Graziadei, que fez parte da banda, na época em que morou no Brasil.
Em 2023, o vocalista estadunidense Ryan “Relentless” Raes deixou o grupo, que continuou como power-trio, e os vocais são executados pelo guitarrista Covero e o baixista Adriano Vilela. O baterista Bruno Santin (Lockdown, ex-Project 46 e Oitão) completa a formação.
A banda lançou seu novo play na última sexta-feira (21) e está disponível nas plataformas de streaming. “Bloodshed and Violence” foi gravado no Casarão Music Studio, em Piracicaba, tendo a produção feita por Franco Torrezan, juntamente com os integrantes do Endrah. Eles gravaram um total de quinze músicas, das quais, dez estão presentes no lançamento.
O Endrah se inspirou em histórias de crimes reais para abordar em suas letras e com isso, a sonoridade ficou ainda mais extrema, combinando perfeitamente com o tema escolhido. O álbum tem uma duração relativamente curta, são 33 minutos de muita brutalidade, com muita técnica por parte dos membros e que vai agradar em cheio aqueles que gostam da fusão entre o Death Metal e o Hardcore.
Podemos destacar a faixa de abertura, “Betrayal“, que trafega entre o Death Metal e o Core, com belos riffs. “Gore Infestation” tem uma chuva de riffs que desafiam o pescoço do ouvinte e em nada fica a dever aos grandes nomes do Death Metal mundial, e também “Madness“, que fecha um álbum que é intenso do começo ao fim.
Mesmo ficando muitos anos sem lançar um álbum de estúdio, “Bloodshed and Violence” mostra que o tempo só fez bem ao Endrah, que como trio está ainda mais letal do que nunca. Já nasce candidato a estar nas listas dos melhores álbuns brasileiros do ano que está só começando.