Resenhas

Zenith

Bleed From Within

Avaliação

8.5

O sétimo álbum de estúdio da banda sueca Bleed From Within, “Zenith“, chega no dia 04 de abril, em parceria com a Nuclear Blast e a Shinigami Records no Brasil. A banda é um dos nomes mais ativos da cena Metalcore, tendo feito turnês pelo mundo todo, abrindo shows para bandas como Slipknot, Trivium e Bullet for My Valentine, além de se apresentar em grandes festivais europeus. E prepare-se! O sétimo álbum promete ser a música mais pesada, cativante e intrépida que a banda já produziu. Vamos conferir!

O padrão de composição da banda consiste em riffs marcantes de afinação baixa, com a bateria ditando o compasso, repleto de variações e breakdowns, além de vocais guturais pontuados por passagens limpas. Desde a faixa de abertura, “Violent Nature“, que chega como um soco no estômago mostrando todo o poder da banda, passando pelas ótimas harmonias com sintetizadores em “In Place of Your Halo“. Essas duas faixas são poderosas e funcionam muito bem como aberturas de show. Um lado mais melódico aparece na faixa-título, com um refrão limpo e a adição de vocais femininos que acrescentam dramaticidade à composição.

Com um riff mais acessível, chega “God Complex“, com andamento menos acelerado. Os vocais, com seus coros bem encaixados, conferem à música uma pegada de arena. “A Hope in Hell” retoma um som mais dramático e melancólico, com refrão marcante e ênfase nos vocais limpos. Uma introdução mais longa antecede “Dying Sun“, faixa que flerta com o Progressive Metalcore, com mudanças de andamento e bons refrãos. Destaque para a performance do baixo, pela primeira vez em evidência.

Há participações especiais, como a de Brann Dailor (Mastodon) nos vocais de “Immortal Desire“. Essa faixa tem atmosfera progressiva, mantendo um clima denso em seus riffs e harmonias. Voltando à agressividade, “Chained to Hate” mostra a banda presa ao ódio. Ali Richardson se destaca com uma performance impecável nos pedais duplos. “Known by No Name” retoma os sintetizadores e tem uma vibe eletrônica, flerta com o Metal Industrial e possui energia para shows, principalmente pelo refrão marcante.

Na reta final, uma nova versão do single “Hands of Sin“, agora com Josh Middleton, parceiro de Ali Richardson no Sylosis. A adição de Middleton potencializa a música, tornando o refrão ainda mais marcante. Fechando o álbum, “Edge of Infinity” é a faixa mais diferente, com base no violão e harmonias melódicas das guitarras. Essa balada sombria é enriquecida por orquestrações bem trabalhadas. A faixa ganha peso após o primeiro refrão, mantendo a pegada progressiva explorada anteriormente. Um fechamento magistral para o álbum.

Uma evolução natural construída desde os ótimos álbuns “Fracture” (2020) e “Shrine” (2022). A produção é bem mixada, mesclando a clareza dos instrumentos com a ‘sujeira’ característica do Metalcore, e adicionando elementos como orquestrações e sintetizadores. Adicione à sua playlist e surpreenda-se!

Tracklist:
01. Violent Nature
02. In Place of your Halo
03. Zenith
04. God Complex
05. A Hope in Hell
06. Dying Sun
07. Immortal Desire (feat. Brann Dailor)
08. Chained to Hate
09. Known by no Name
10. Hands of Sin (feat. Josh Middleton)
11. Edge of Infinity

Formação:
Scott Kennedy (vocal)
Craig Gowans (guitarra)
Steven Jones (guitarra)
Davie Provan (baixo)
Ali Richardson (bateria)